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18/06/2009 , às 16h03

Ministério da Saúde mobiliza todo o país contra a pólio


Neste ano, a vacinação ocorrerá nos dias 20 de junho e 22 de agosto.
A meta é imunizar mais de 14,7milhões de crianças menores de cinco anos


O Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde, realiza, no dia 20 de junho, a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite. A segunda etapa ocorrerá no dia 22 de agosto. Este ano, nossa meta é imunizar cerca de 14,7 milhões de crianças, o que representa 95% das crianças menores de cinco anos.

Com o slogan “Não dá pra vacilar. Tem que vacinar.”, a campanha recebeu investimentos do MS na ordem de R$ 46 milhões, sendo R$ 21,8 milhões com a aquisição dos imunobiológicos, e R$ 13,2 milhões, com transferência fundo-a-fundo para as Secretarias Estaduais de Saúde e as Secretarias Municipais de Saúde, e R$ 11 milhões para ações de comunicação e publicidade para as duas fases. Ao todo, 115 mil postos de vacinação participarão da mobilização, com o envolvimento de cerca de 350 mil pessoas e a utilização de cerca de 40 mil veículos (terrestres, marítimos e fluviais).

O Brasil – assim como em toda a América Latina - já foi certificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de que não há circulação do vírus da poliomielite no nosso território. Essa vitória sobre o vírus ocorreu, sobretudo, pelas campanhas e dias de vacinação, realizados desde a década de 1980. “Atualmente, a importância da vacina é manter o país livre da circulação do vírus que ocasiona a doença. As gotinhas não têm contra-indicações. A aplicação não provoca dor e a vacina é a única prevenção”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Maria Arindelita Arruda.

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SOBRE A DOENÇA – A vacina contra a poliomielite é um serviço básico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e disponível durante todo o ano nos postos de saúde, na vacinação de rotina. Além do esquema básico – as três doses de rotina – a criança de até cinco anos de idade tem de tomar todos os anos as duas doses da campanha. Até porque a paralisia é transmitida por três tipos de vírus. “As várias doses se justificam por isso. Se a criança não desenvolveu a imunidade com relação a um vírus, com as várias doses, ela tem oportunidade de se imunizar”, diz Arindelita.

A poliomielite é uma infecção grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é contaminada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso. As conseqüências mais comuns ocorrem nos membros inferiores, mas o vírus também pode ocasionar uma lesão mais grave em um ou mais membros ou até mesmo levar à morte – por meio de uma tetraparalisia. A doença é causada e transmitida por um vírus que entra no organismo via oral.

A pessoa infectada pode transmitir a doença pelas fezes que, em contato com o ambiente, atinge quem não foi devidamente imunizado. Como o vírus é muito leve, ele pode ser levado pelo ar, entrar em contato com o alimento, com os brinquedos, ou atingir a criança por via oral ou pela ingestão de água contaminada. Uma pessoa que teve a poliomielite, principalmente em um ambiente em que o saneamento básico é desfavorável, o vírus pode contaminar a água, o solo e o meio ambiente de forma geral.

NO MUNDO - Existe um movimento mundial de erradicação da pólio. Ela é endêmica (a transmissão da doença é constante) em quatro países: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Outros 15 países têm registro de casos importados: Sudão, Uganda, Quênia, Benim, Angola, Togo, Burkina Faso, Niger, Mali, República Central da África, Chade, Costa do Marfim, Gana, Nepal e República Dominicana do Congo.

“O Brasil tem um comércio com algumas dessas nações e, além disso, existe um fluxo migratório de pessoas de lá para cá. O fato de a pólio estar erradicada no Brasil, não é motivo para descanso. É importante se manter a vigilância e as crianças imunizadas. Se alguém trouxer o vírus de um desses países, as crianças não correrão risco de adquirir a doença”, explica a coordenadora.

Datas importantes para a erradicação da poliomielite no Brasil:

1961: Realização das primeiras campanhas com a vacina oral contra poliomielite

1971: Implantação do Plano Nacional de Controle da Poliomielite

1977: Definição das vacinas obrigatórias aos menores de um ano em todo o território nacional e Aprovação do modelo da Caderneta de Vacinações válida em todo território nacional.

1980: Início dos Dias Nacionais contra a paralisia infantil no Brasil

1984: Introdução em alguns estados da estratégia de multivacinação por meio dos Dias Nacionais de Vacinação contra a poliomielite para as crianças de 0 a 4 anos de idade.

1986: Criação do personagem-símbolo da erradicação da poliomielite, o Zé Gotinha.

1987: Mudança na formulação da vacina oral contra a poliomielite, aumentado a concentração do poliovírus tipo 3;

1989: Ocorrência do último caso de poliomielite no Brasil.

1990: Criação na OPAS/OMS da Comissão Internacional para Certificação da Erradicação da Poliomielite nas Américas.

1994: o Brasil recebe o Certificado Internacional de Erradicação da Transmissão Autóctone do Poliovírus Selvagem.

UF
 
 
Meta 95% pop.< 5 anos
 
 
Quantitativo
de vacinas
Valor por UF
para 1ª etapa
Valor por UF
para 2ª etapa
RONDONIA
130.650
206.300
151.278,60
      151.278,60
ACRE
78.615
124.200
91.028,30
        91.028,30
AMAZONAS
348.042
549.600
402.996,00
      402.996,00
RORAIMA
48.545
76.700
56.210,00
        56.210,00
PARA
718.717
1.150.000
832.198,40
      832.198,40
AMAPA
74.318
117.400
86.051,90
        86.051,90
TOCANTINS
121.082
191.200
140.200,50
      140.200,50
MARANHAO
632.537
998.800
346.230,56
      346.230,56
PIAUI
286.243
452.000
156.680,16
      156.680,16
CEARA
706.677
1.115.800
386.812,92
      386.812,92
RIO GRD DO NORTE
251.403
397.000
137.610,20
      137.610,20
PARAIBA
300.840
475.000
164.670,48
      164.670,48
PERNAMBUCO
715.946
1.130.500
391.886,04
      391.886,04
ALAGOAS
313.908
495.700
171.823,08
      171.823,08
SERGIPE
186.659
294.800
102.171,16
      102.171,16
BAHIA
1.211.041
1.950.000
662.885,60
      662.885,60
MINAS GERAIS
1.414.216
2.300.000
595.459,20
      595.459,20
ESPIRITO SANTO
263.261
415.700
110.846,80
      110.846,80
RIO DE JANEIRO
1.081.930
1.700.000
227.774,80
      227.774,80
SAO PAULO
2.907.863
4.600.000
612.181,60
      612.181,60
PARANA
736.868
1.200.000
155.130,00
      155.130,00
SANTA CATARINA
406.407
642.000
85.559,40
        85.559,40
RIO GRD DO SUL
681.012
1.100.000
143.371,00
      143.371,00
MATO GR. DO SUL
192.479
304.000
81.043,60
        81.043,60
MATO GROSSO
250.233
395.200
105.361,20
      105.361,20
GOIAS
448.722
708.500
188.935,60
      188.935,60
DISTRITO FEDERAL
211.881
334.600
44.606,60
        44.606,60
BRASIL
14.720.093
23.425.000
6.631.003,70
6.631.003,70

 
 
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(61) 3315 3580

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