Em Belém, o secretário de Vigilância em Saúde entregou homenagem à diretora do IEC e falou sobre o trabalho do instituto
O Instituto Evandro Chagas (IEC) completou 75 anos. Atualmente vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), o IEC foi criado em 1936, pelo médico e pesquisador Evandro Serafim Lobo Chagas, que se obstinou a implantar um Instituto de Pesquisa Experimental, no estado do Pará.
Para comemorar a data, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, entregou, durante XVI Congresso Médico Amazônico, em Belém, homenagem para a diretora do IEC, Elisabeth Santos, reconhecendo a atuação da instituição na saúde brasileira em seus 75 anos de existência.
O IEC defende posição de vanguarda nas atividades de vigilância e pesquisa em saúde coletiva e ambientes amazônicos, contribuindo de forma significativa para o trabalho desenvolvido pela SVS.
Durante a entrega da homenagem, o secretário de Vigilância em Saúde ressaltou a importância das pesquisas realizadas pelo instituto em parceria com o Ministério da Saúde. Para o secretário, a parceria tende a crescer e melhorar os estudos clínicos e epidemiológicos, além de criar pólos avançados de pesquisas na região amazônica.
Desde sua criação, o IEC ganhou em complexidade e notoriedade pelo crescente incremento no estudo de doenças e agravos de interesse em saúde pública. Hoje, com sede no município de Ananindeua, o instituto ocupa uma área maior, com possibilidade de ampliação das atividades.
Como prioridade nas pesquisas, o IEC destaca duas categorias: saúde e meio ambiente em populações expostas ao risco de poluentes na Amazônia. Além de doenças de veiculação hídrica e a qualidade da água; vigilância epidemiológica das síndromes; doenças virais e parasitárias transmitidas por vetores; novas vacinas e novas estratégias de vacinação para a Amazônia; adequação e aperfeiçoamento dos instrumentos para vigilância em saúde na Amazônia, incluindo recursos de epidemiologia molecular e geomática; a flora e a fauna como indutores de saúde e reservatórios de doenças na região; etioepidemiologia das endemias, epidemias e poluição em comunidades indígenas amazônicas.