23/05/2012
, às 15h04
Parteiras participam de Oficina e do 2º Encontro Internacional de Parteiras no Amapá
Noventa parteiras tradicionais, ribeirinhas, quilombolas e indígenas, das etnias Karipuna, Paliku, Galibi Marworno, Wajãpi, Tiriyó Kaxuyana, participam da oficina de trocas de práticas, saberes tradicionais e conhecimentos técnicos, com o objetivo de qualificar a a assistência ao parto e nascimento domiciliar.
A oficina contempla as três regiões de Saúde do Amapá e foi iniciada na segunda-feira (21), na Escola de Administração Pública do Amapá (EAP), em Macapá (AP). O encontro termina nesta quinta-feira (24).
A partir da próxima sexta-feira (25) será realizado o 2º Encontro Internacional de Parteiras no Amapá. O evento deve ter a presença de 400 pessoas. A programação é composta pela exposição fotográfica “Diálogo entre Parteiras” e com o lançamento de três publicações do Ministério da Saúde: “Livro da Parteira”, “Parto e Nascimento Domiciliar Assistido por Parteiras Tradicionais” e “Trabalhando com Parteiras Tradicionais: Caderno da(o) Facilitadora(or)”.
A iniciativa dos dois eventos é da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (SAS/MS), da Secretaria de Estado da Saúde do Amapá, Secretaria Estadual de Mobilização e Inclusão Social, Iphan, Iepa e Grupo Curumim. Conta, ainda, com a parceria da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai/MS).
A partir da abordagem pedagógica Reflect-Ação, aproximam-se saberes e práticas tradicionais ao conhecimento técnico científico, com o sentido de contribuir para a maior segurança e apoio à assistência prestada à mulher e ao recém-nascido.
A técnica amplia a capacidade de compreensão e de análise das parteiras tradicionais e dos profissionais de saúde sobre o parto e nascimento domiciliar, os limites da atuação, responsabilização do Sistema Único de Saúde (SUS) e a consciência do direito à saúde.
Para possibilitar escuta qualificada, as 90 parteiras foram distribuídas em três grupos, nos quais tem sido trabalhados aspectos relacionados ao suporte contínuo, integrado e equanime do SUS em relação às parteiras tradicionais, tendo em vista a estruturação de um sistema de referência e contra-referência, e construção de uma Rede de Atenção à Saúde que articule essas parteiras, profissionais de saúde e gestores. Com isso, pretende-se contribuir com a promoção da saúde de mulheres e crianças, bem como com a redução da mortalidade materna e infantil no estado.
A abertura da oficina teve a participação da deputada federal Janete Capiberibe, do governador do Estado, Camilo Capiberibe, do secretário de Estado da Saúde do Amapá, Lineu Facundes, da secretária de Inclusão e Mobilização Social (Sims), Eloiana Cambraia, da diretora da EAP Isabel Cambraia, da gerente de Projeto das Parteiras Tradicionais da Sims Maria Luíza Dias, e consultora técnica da Área Técnica de Saúde da Mulher, do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (Dapes/SAS)., do Ministério da Saúde Luciana Fonseca.
A oficina de trocas de práticas, saberes tradicionais e conhecimentos técnicos são uma das ações que compõe a Estratégia Rede Cegonha para a identificação das necessidades relacionadas aos cuidados com as mulheres durante o ciclo gravídico-puerperal, assistência ao parto, cuidados como recém-nascido, identificação de sinais de risco e causas de mortes materna e infantil. 90 Kits da Parteira, doados pelo MS, serão entregues ao longo das oficinas. Cada Kit possui 35 itens, tais como: luvas descartáveis, guarda-chuva, sabão, álcool e mantas para aquecer o bebê, dentre outros.
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