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"Dengue: Decifra-me ou Devoro-te": Texto do Livreto: Epidemiologia
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Epidemiologia

Dinâmica de transmissão

Quando um sorotipo viral é introduzido em uma localidade, cuja população encontra-se susceptível ao mesmo, há a possibilidade de ocorrência de epidemias, por vezes explosivas. Entretanto, para que isto ocorra, é necessária a existência do mosquito vetor em altos índices de infestação predial e de condições ambientais que permitam o contacto deste vetor com aquela população.

A transmissão do vírus dengue em uma determinada comunidade e a magnitude das epidemias estão na dependência da conjunção de uma série de fatores, os chamados macro e microdeterminantes.

Entre os macrodeterminantes, destacam-se temperatura e umidade relativa do ar elevadas, alta densidade populacional, coleta de resíduos sólidos domiciliares e abastecimento de água potável deficientes; entre os microdeterminantes estão o percentual de susceptíveis aos sorotipos circulantes, abundância e tipos de criadouros do mosquito transmissor, altos índices de infestação predial e densidade de fêmeas desse vetor.

Acredita-se que uma vacina eficaz para a profilaxia da infecção pelos quatro sorotipos dificilmente estará disponível em larga escala em menos de cinco anos, razão pela qual a prevenção deve ser dirigida para a redução do impacto dos macros e microdeterminantes que a ação do homem pode modificar.

Os vetores

A transmissão dos vírus dengue ao homem se dá através da picada da fêmea hematófaga do gênero Aedes. A espécie que apresenta maior antropofilia, caráter doméstico e ampla distribuição geográfica é o Aedes (Stegomyia) aegypti, que se caracteriza pela grande capacidade de adaptação às transformações ambientais provocadas pelo homem.



DUARTE, Heloisa Helena Pelluci e FRANCA, Elisabeth Barboza. Qualidade dos dados da vigilância epidemiológica da dengue em Belo Horizonte, MG.
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DUARTE, Heloisa Helena Pelluci e FRANCA, Elisabeth Barboza. Qualidade dos dados da vigilância epidemiológica da dengue em Belo Horizonte, MG. Rev. Saúde Pública, jan./fev. 2006, vol.40, no.1, p.134-142. ISSN 0034-8910.

OBJETIVO: Avaliar a qualidade dos dados do sistema de vigilância epidemiológica na detecção de casos suspeitos de dengue internados em hospitais públicos e conveniados do Sistema Único de Saúde.

MÉTODOS: O estudo foi realizado em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, no período de 1996 a junho de 2002. Foram adotados os critérios de avaliação de qualidade dos dados de vigilância da dengue do Guidelines for Evaluating Public Health Surveillance Systems. Como padrão de referência foram utilizados os prontuários médicos revisados e validados dos pacientes internados e registrados na rede hospitalar do sistema público de saúde. Foram obtidos 266 (90%) do total de 294 prontuários selecionados, 230 (86,5%) preencheram o critério de caso suspeito de dengue. Para verificar associação entre o sub-registro e variáveis selecionadas, utilizou-se o odds ratio com intervalo de confiança de 95% em modelo de regressão logística. Para avaliar a sensibilidade do sistema de notificação, utilizou-se a proporção de casos internados no sistema hospitalar que estavam notificados; para o valor preditivo positivo, utilizou-se a proporção de casos confirmados por laboratório e registrados no sistema de notificação.

RESULTADOS: Verificou-se sub-registro de 37% dos casos no período de 1997 a 2002, com cinco vezes mais chances de ocorrência nos três primeiros anos (OR=5,93; IC 95%: 2,50-14,04), oito vezes mais nas internações em hospitais conveniados que naqueles públicos (OR=8,42, IC 95%: 2,26-31,27). O sub-registro associou-se também aos casos clínicos internados sem manifestações hemorrágicas (OR=2,81; IC 95%: 1,28-6,15), e sem exames laboratoriais específicos para dengue no prontuário (OR=4,07; IC 95%: 1,00-16,52). A sensibilidade estimada do sistema de notificação foi de 63% e o valor preditivo positivo foi de 43%.

CONCLUSÕES: Os casos de dengue registrados no sistema de notificação foram aqueles de evolução mais grave e não representaram a totalidade de casos internados no sistema público de saúde, superestimando a taxa de letalidade da doença. Os resultados indicam a necessidade de mudanças no modelo da vigilância e de implementação da capacitação dos profissionais de saúde, principalmente aqueles que trabalham em hospitais conveniados.

Palavras-chave : Dengue [epidemiologia]; Vigilância epidemiológica; Notificação de doenças [estatística& dados numéricos]; Sub-registro; Validade; SUS (BR).

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TEIXEIRA, Maria da Glória, COSTA, Maria da Conceição Nascimento, BARRETO, Maurício Lima et al. Dengue and dengue hemorrhagic fever epidemics in Brazil: what research is needed based on trends, surveillance, and control experiences?.
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TEIXEIRA, Maria da Glória, COSTA, Maria da Conceição Nascimento, BARRETO, Maurício Lima et al. Dengue and dengue hemorrhagic fever epidemics in Brazil: what research is needed based on trends, surveillance, and control experiences?. Cad. Saúde Pública, set./out. 2005, vol.21, no.5, p.1307-1315. ISSN 0102-311X.

Dengue epidemics account annually for several million cases and deaths worldwide. The high endemic level of dengue fever and its hemorrhagic form correlates to extensive domiciliary infestation by Aedes aegypti and multiple viral serotype human infection. This study analyzed serial case reports registered in Brazil since 1981, describing incidence evolutionary patterns and spatial distribution. Epidemic waves followed the introduction of every serotype (DEN 1 to 3), and reduction in susceptible individuals possibly accounted for decreasing case frequency. An incremental expansion of affected areas and increasing occurrence of dengue fever and its hemorrhagic form with high case fatality were noted in recent years. In contrast, efforts based solely on chemical vector control have been insufficient. Moreover, some evidence demonstrates that educational measures do not permanently modify population habits. Thus, as long as a vaccine is not available, further dengue control depends on potential results from basic interdisciplinary research and intervention evaluation studies, integrating environmental changes, community participation and education, epidemiological and virological surveillance, and strategic technological innovations aimed to stop transmission.

Palavras-chave : Dengue; Dengue Hemorrhagic Fever; Incidence.

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BASILIO-DE-OLIVEIRA, C.A., AGUIAR, G.R., BALDANZA, M.S. et al. Pathologic study of a fatal case of dengue-3 virus infection in Rio de Janeiro, Brazil.
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BASILIO-DE-OLIVEIRA, C.A., AGUIAR, G.R., BALDANZA, M.S. et al. Pathologic study of a fatal case of dengue-3 virus infection in Rio de Janeiro, Brazil . Braz J Infect Dis, ago. 2005, vol.9, no.4, p.341-347. ISSN 1413-8670.

Dengue hemorrhagic fever (DHF) is a severe febrile disease, characterized by abnormalities in hemostasis and increased vascular permeability, which in some cases results in hypovolemic shock syndrome and in dengue shock syndrome. The clinical features of DHF include plasma leakage, bleeding tendency and liver involvement. We studied the histopathological features of a fatal case of dengue-3 virus infection. The patient, a 63-year old male, presented with an acute onset of severe headache, myalgia and maculopapular rash. Tissue fragments (liver, spleen, lung, heart, kidney and lymph nodes) were collected for light microscopy studies and stained by standard methods. Histopathology revealed severe tissue damage, caused by intense hemorrhage, interstitial edema and inflammation. Some tissue sections were also processed with the immunoperoxidase reaction, which revealed the dengue viral antigen. Dengue-3 virus was isolated and identified with electron microscopy in a C6/36 cell culture inoculated with the patient's serum. Viral particles were detected in the infected cell culture.

Palavras-chave : Dengue virus serotype 3; dengue hemorrhagic fever; immunoperoxidase.

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CORREA, Paulo Roberto Lopes, FRANCA, Elisabeth e BOGUTCHI, Tânia Fernandes. Infestação pelo Aedes aegypti e ocorrência da dengue em Belo Horizonte, Minas Gerais.
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CORREA, Paulo Roberto Lopes, FRANCA, Elisabeth e BOGUTCHI, Tânia Fernandes. Infestação pelo Aedes aegypti e ocorrência da dengue em Belo Horizonte, Minas Gerais. Rev. Saúde Pública, fev. 2005, vol.39, no.1, p.33-40. ISSN 0034-8910.

OBJETIVO: Analisar a associação entre a proporção de imóveis prediais positivos para larvas de Aedes aegypti, por meio do índice de infestação predial, e a taxa de incidência da dengue.

MÉTODOS: Foram selecionados casos autóctones de dengue e valores de infestação predial verificados nas áreas de abrangência dos distritos sanitários de Belo Horizonte, MG, no período de outubro de 1997 a maio de 2001. Após grupamento dos valores de infestação predial segundo sua distribuição em quartis, as médias das taxas de incidências da dengue (referentes ao mês subseqüente à realização dos levantamentos de infestação predial) foram comparadas pelo teste ANOVA.

RESULTADOS: Observou-se uma correlação fraca, porém estatisticamente significativa, entre a taxa de incidência mensal da doença e os valores de infestação predial para os distritos sanitários (r=0,21; p=0,02) e áreas de abrangência (r=0,14; p=0,00) no período analisado. Após grupamento dos valores de infestação predial em quartis, as áreas de abrangência com infestação predial entre 0,46% e 1,32% (2º quartil) apresentaram, em relação às áreas com infestação predial, menor ou igual a 0,45% (1º quartil), taxa de incidência mensal média da doença duas vezes maior. Para as áreas com infestação predial entre 1,33% e 2,76% (3º quartil) e maior ou igual a 2,77%, as taxas de incidências mensais médias foram, respectivamente, cinco e sete vezes maiores em relação às áreas com 0,45% ou menos.

CONCLUSÕES: Apesar das conhecidas limitações do índice de infestação predial para estimar a infestação vetorial e predizer a ocorrência de epidemias de dengue, os resultados indicam que maiores índices se associaram a maior risco de transmissão da doença nos distritos sanitários e áreas de abrangência de Belo Horizonte.

Palavras-chave : Dengue [epidemiologia]; Dengue [prevenção e controle]; Aedes; Vigilância epidemiológica; Entomologia; Incidência.

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CAMARA, Fernando Portela, THEOPHILO, Regina Lúcia Gonçalves, SANTOS, Gualberto Teixeira dos et al. Estudo retrospectivo (histórico) da dengue no Brasil: características regionais e dinâmicas.
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CAMARA, Fernando Portela, THEOPHILO, Regina Lúcia Gonçalves, SANTOS, Gualberto Teixeira dos et al. Estudo retrospectivo (histórico) da dengue no Brasil: características regionais e dinâmicas. Rev. Soc. Bras. Med. Trop., mar./abr. 2007, vol.40, no.2, p.192-196. ISSN 0037-8682.

A dengue no Brasil incide tipicamente nos meses mais quentes do ano, sem diferenças qualitativas para as regiões brasileiras, porém, com diferenças quantitativas importantes, dividindo o país em dois grupos distintos quanto ao número de notificações de casos. O primeiro grupo compreende as regiões Nordeste e Sudeste, que deteve cerca de 86% das notificações, enquanto o segundo (regiões Sul, Centro-Oeste e Norte) é responsável por um número significativamente menor. Os índices vetoriais estavam associados primariamente ao tamanho das populações, sendo mais freqüentes os índices abaixo do valor de risco e ainda assim, nesta condição, ocorreram epidemias. Não foi observada correlação positiva entre epidemias e densidades vetoriais.

Palavras-chave : Dengue; Epidemiologia da dengue; Dengue nas regiões do Brasil; Modelos preditivos em dengue.

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MACIEL-DE-FREITAS, Rafael, MARQUES, William A, PERES, Roberto C et al. Variation in Aedes aegypti(Diptera: Culicidae) container productivity in a slum and a suburban district of Rio de Janeiro during dry and wet seasons.
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MACIEL-DE-FREITAS, Rafael, MARQUES, William A, PERES, Roberto C et al. Variation in Aedes aegypti(Diptera: Culicidae) container productivity in a slum and a suburban district of Rio de Janeiro during dry and wet seasons. Mem. Inst. Oswaldo Cruz, jun. 2007, vol.102, no.4, p.489-496. ISSN 0074-0276.

Seasonal variation in container productivity and infestation levels by Aedes aegypti were evaluated in two areas with distinct levels of urbanization degrees in Rio de Janeiro, a slum and a suburban neighborhood. The four most productive containers can generate up to 90% of total pupae. Large and open-mouthed containers, such as water tanks and metal drums, located outdoors were the most productive in both areas, with up to 47.49% of total Ae. aegypti pupae collected in the shaded sites in the suburban area. Water-tanks were identified as key containers in both areas during both the dry and rainy seasons. Container productivity varied according to seasons and urbanization degree. However, the mean number of pupae per house was higher in the suburban area, but not varied between seasons within each area (P > 0.05). High infestation indexes were observed for both localities, with a house index of 20.5-21.14 in the suburban and of 9.56-11.22 in the urban area. This report gives potential support to a more focused and cost-effective Ae. aegypti control in Rio de Janeiro.

Palavras-chave : Stegomyia; container productivity; control; dengue; Rio de Janeiro.

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MARZOCHI, Keyla Belizia Feldman. Dengue endêmico: o desafio das estratégias de vigilância.
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MARZOCHI, Keyla Belizia Feldman. Dengue endêmico: o desafio das estratégias de vigilância. Rev. Soc. Bras. Med. Trop., set./out. 2004, vol.37, no.5, p.413-415. ISSN 0037-8682.

A interação entre infecção clínica, vetor e imunidade sorotípica da população define o risco de epidemia por dengue. A situação epidemiológica endêmico-esporádica seria meta aceitável de controle em regiões metropolitanas ante deficiências de urbanização, saneamento, acesso às residências por agentes sanitários, baixo poder residual de inseticidas biológicos e mobilização social. A Vigilância, então, requererá continuidade das ações públicas e da sociedade em geral, estimuladas na medida inversa da redução de casos, e propostas adequadas. Visando constituir sistema de Vigilância sensível e específico, sobretudo em períodos endêmicos, propõe-se que o componente clínico sentinela deve integrar tanto a assistência emergencial aberta preconizada, detectando casos graves - ponta do iceberg, como serviços de referência para doenças febris agudas, definindo diferentes formas clínicas e propiciando confirmação diagnóstica. Em regiões estratégicas, paralelamente, inquéritos sorotipicos amostrais, embora complexos, devem ser buscados, avaliando imunidade e suscetibilidade de grupos etários aos sorotipos circulantes, estimativa de casos subclínicos e alcance do Sistema de Vigilância e Controle.

Palavras-chave : Dengue; Vigilância clínica; Inquéritos sorológicos; Endemia; Controle.

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RIBEIRO, Andressa F, MARQUES, Gisela R A M, VOLTOLINI, Júlio C et al. Associação entre incidência de dengue e variáveis climáticas.
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RIBEIRO, Andressa F, MARQUES, Gisela R A M, VOLTOLINI, Júlio C et al. Associação entre incidência de dengue e variáveis climáticas. Rev. Saúde Pública, ago. 2006, vol.40, no.4, p.671-676. ISSN 0034-8910.

OBJETIVO: Descrever a ocorrência de casos de dengue autóctone segundo sexo, faixa etária e local provável de infecção e sua relação com variáveis climatológicas.

MÉTODOS: Os registros de casos autóctones em São Sebastião, SP, de 2001 a 2002, e confirmados laboratorialmente foram estudados. A densidade larval foi verificada pelos índices de predial, recipientes e Breteau. A relação entre dados de pluviosidade, temperatura e número de casos foi analisada pela correlação de Spearman utilizando-se o conceito time-lag.

RESULTADOS: Os coeficientes de incidência anuais para 2001 e 2002 foram de 80,31 e 211,1 por 10.000 habitantes, respectivamente. A maioria dos casos de dengue (n=1.091; 65%) foi registrada na área central do município. O sexo feminino foi o mais acometido (n=969; 60%) e ambos os sexos nas faixas etárias entre 20 e 29 e 30 e 39 anos. Não foi observada correlação entre variáveis climatológicas e número de casos do mesmo mês, entretanto, esta associação ocorre a partir do segundo mês estendendo-se até o quarto mês.

CONCLUSÕES: A associação entre o número de casos de dengue e fatores abióticos identificou o intervalo de tempo em que a chuva e a temperatura contribuíram na geração de novos casos. Tais aspectos, associados à vulnerabilidade turística da região litorânea, propiciaram condições para ocorrência da doença. A urbanização sem a devida estrutura de saneamento possivelmente influenciou na densidade de mosquitos e na incidência de dengue. Esses fatores podem ter contribuído para a dispersão do mosquito e disseminação dos vários sorotipos da doença.

Palavras-chave : Aedes aegypti; Dengue [epidemiologia]; Fatores abióticos; Epidemiologia descritiva.

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CASTRO, José Adail Fonseca de, ANDRADE, Hélida Monteiro de, MONTE, Semiramis Jamil Hadad do et al. Dengue viruses activity in Piauí, Brazil.
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CASTRO, José Adail Fonseca de, ANDRADE, Hélida Monteiro de, MONTE, Semiramis Jamil Hadad do et al. Dengue viruses activity in Piauí, Brazil. Mem. Inst. Oswaldo Cruz, dez. 2003, vol.98, no.8, p.1021-1023. ISSN 0074-0276.

The present paper reports a laboratory investigation performed between the years of 2000 and 2002 to stydy a virological surveillance program introduced in the state of Piauí to support an epidemiological survey of the disease. Dengue virus type 3 (DENV-3) existence in the state was detected in May 2002 when a high number of dengue cases due to DENV-1 and DENV-2 were reported. An assessment on the population knowledge about the disease and its transmission showed that almost 50% of the population were still unaware of the epidemiological features of dengue.

Palavras-chave : dengue viruses; Piauí; Brazil.

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MEDRONHO, Roberto de Andrade Dengue e o ambiente urbano.
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Medronho, Roberto de Andrade Dengue e o ambiente urbano. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2006, vol.9, n. 2, ISSN 1415-790X.
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GUBLER, D. G - The changing epidemiology of yellow fever and dengue, 1900 to 2003: full circle?
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GUBLER, D.J. The changing epidemiology of yellow fever and dengue, 1900 to 2003: full circle? Microbiol. Infect. Dis. (2004), 27, p. 319-330

Yellow fever and dengue are old diseases, having caused major epidemics in centuries past. Both were effectively controlled in the mid 1900s, yellow fever in Francophone Africa by vaccination and yellow fever and dengue in the Americas by effective control of the principal urban vector of both viruses, Aedes aegypti. In the last 25 years of the 20th century, however, there was a resurgence of yellow fever in Africa, and of dengue worldwide. The factors responsible for this resurgence are discussed, as are current options for prevention and control.

Keywords: Dengue; Yellow fever; Aedes aegypti; Hemorrhagic fever; Mosquitoes

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SIQUEIRA JR, João Bosco at al. Dengue and Dengue Hemorrhagic Fever, Brazil, 1981-2002
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SIQUEIRA JR, João Bosco et al. Dengue and Dengue Hemorrhagic Fever, Brazil, 1981-2002. Emerging Infectious Diseases, January 2005, vol. 11, nº 1, p. 48-53

In the last 5 years, Brazil has accounted for ˜70% of reported dengue fever cases in the Americas. We analyzed trends of dengue and dengue hemorrhagic fever (DHF) from the early 1980s to 2002 by using surveillance data from the Brazilian Ministry of Health. Two distinct epidemiologic patterns for dengue were observed: localized epidemics (1986–1993), and endemic and epidemic virus circulation countrywide (1994–2002). Currently, serotypes 1, 2, and 3 cocirculate in 22 of 27 states. Dengue and DHF affected mainly adults; however, an increase in occurrence of DHF among children has been recently detected in northern Brazil, which suggests a shift in the occurrence of severe disease to younger age groups. In 2002, hospitalizations increased, which points out the change in disease severity compared to that seen in the 1990s. We describe the epidemiology of dengue in Brazil, characterizing the changing patterns of it and DHF during the last 20 years.

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CASALI, Clarisse Guimarães et al. A epidemia de dengue/dengue hemorrágica no município do Rio de Janeiro, 2001/2002.
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CASALI, Clarisse Guimarães et al. A epidemia de dengue/dengue hemorrágico no município do Rio de Janeiro, 2001/2002. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, jul-ago 2004, vol. 37, nº 4, p. 296-299
Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 37(4):296-299, jul-ago, 2004 - Clarisse Guimarães Casali1, Marcelo Ricardo Reis Pereira1, Luciana Maria Jabor Garcia Santos, Maíla Naves Pereira Passos1, Bruno de Paula Menezes Drumond Fortes, Luis Iván Ortiz Valencia, Aline de Jesus Alexandre e Roberto de Andrade Medronho

O objetivo deste estudo foi avaliar a ocorrência dos principais sinais e sintomas dos casos de dengue clássico e dengue hemorrágico na epidemia de 2001-2002 do município do Rio de Janeiro. Foram analisados os 155.242 casos notificados ao Sistema de Informações de Agravos de Notificação, desde janeiro/2001, até junho/2002; deste total, excluindo-se os ignorados, 81.327 casos foram classificados como dengue clássica e 958 como dengue hemorrágica, com um total de 54 óbitos. Avaliaram-se as variáveis referentes à sintomatologia da doença. Manifestações gerais como febre, cefaléia, prostração, mialgia, náuseas e dor retro-orbitária tiveram alta incidência tanto na dengue clássica como na dengue hemorrágica. Por outro lado, manifestações hemorrágicas e algumas de maior gravidade como choque, hemorragia digestiva, petéquias, epistaxe, dor abdominal e derrame pleural, estiveram significativamente associadas à dengue hemorrágico. Além disso, a evolução do quadro clínico para o óbito foi 34,8 vezes maior na dengue hemorrágica que na dengue clássica (OR=34,8; IC 19,7-61,3).

Palavras-chaves: Dengue. Epidemiologia. Sinais e sintomas. Vigilância epidemiológica.

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Municípios Infestados por Aedes aegypti BRASIL - 1995

Entomologia

Sorotipos circulantes

Taxa de Incidência