Ministério da Saúde
ISBN 978-85-334-1428-0
A identificação precoce dos casos de dengue é de vital importância para a tomada de decisões e implementação de medidas de maneira oportuna, visando principalmente evitar óbitos. A organização dos serviços de saúde, tanto na área de vigilância epidemiológica quanto na prestação de assistência médica, é necessária para reduzir a letalidade por dengue no país, bem como permite conhecer a situação da doença em cada região. É mandatória a efetivação de um plano de contingência que contemple ações necessárias para o controle da dengue em estados e municípios.
A classificação da dengue, segundo a Organização Mundial da Saúde, na maioria das vezes é retrospectiva e depende de critérios clínicos e laboratoriais que nem sempre estão disponíveis precocemente, e alguns casos não se enquadram na referida classificação (dengue com complicações). Esses critérios não permitem o reconhecimento precoce de formas potencialmente graves, para as quais é crucial a instituição de tratamento imediato. Pelos motivos expostos, preconizamos a adoção do protocolo de condutas, apresentado a seguir, frente a todo paciente com suspeita de dengue. Nele, propõe-se uma abordagem clínico-evolutiva, baseada no reconhecimento de elementos clínico-laboratoriais e de condições associadas que podem ser indicativos de gravidade, com o objetivo de orientar a conduta terapêutica adequada para cada situação.
PORTARIA Nº 648, DE 28 DE MARÇO DE 2006
PORTARIA Nº 1.625, DE 10 DE JULHO DE 2007
Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti LIRAa
Diagnóstico rápido nos municípios para vigilância entomológica do Aedes Aegypti no Brasil - LIRAa
Diretrizes Gerais para elaboração dos planos de contingência para organização da assistência aos pacientes com dengue
Dengue - Roteiro para capacitação de profissionais médicos no diagnóstico e tratamento
ISBN 978-85-334-1425-9
Dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde estima que 80 milhões de pessoas se infectem anualmente, com cerca de 550 mil hospitalizações e 20 mil óbitos. No Brasil, o aumento da incidência da doença verificado entre 2000 e 2002 e a introdução de um novo sorotipo (DEN 3) acena para o elevado risco de epidemias de dengue e febre hemorrágica da dengue (FHD). Nesse cenário, torna-se imperioso que o conjunto de ações para prevenção da doença seja intensificado, permitindo um melhor enfrentamento do problema e a redução do impacto da dengue no Brasil. A capacitação de profissionais de saúde no atendimento aos pacientes com dengue é um dos principais componentes do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) do Ministério da Saúde. Para atender a essa necessidade, a Secretaria de Vigilância em Saúde, elaborou o presente material de treinamento para profissionais médicos, enfocando os principais problemas que têm sido observados na assistência ao doente.
Um dos problemas que colaboram para o reconhecimento tardio de uma situação epidêmica no país, é a inexistência em alguns lugares e o uso inadequado em outros dos exames específicos para diagnóstico de dengue que têm, sobretudo, a finalidade de orientar ações de vigilância epidemiológica, uma vez que a conduta terapêutica raramente será alterada em função da confirmação diagnóstica de dengue. Desse modo, sua importância é fundamental em períodos não epidêmicos e menor em situações de epidemia, salvo algumas situações clínicas. Outra preocupação e tema central deste curso refere-se à qualidade do atendimento ao doente com formas graves de dengue, expressa pela elevada taxa de letalidade observada para febre hemorrágica da dengue (FHD) 11,14% – em 2006. A circulação simultânea de três sorotipos em 25 estados do País e a multiplicidade de formas clínicas observadas recentemente, incluindo formas graves de primo-infecção, são fatos que apontam para o risco de ocorrência de epidemias de FHD. A despeito da potencial gravidade da FHD, o impacto dessas epidemias pode ser minimizado com o reconhecimento e tratamento oportunos dos casos, já que a maioria não requer tratamento em unidades de terapia intensiva.
Finalmente, e não menos importante, todo esforço na melhoria da qualidade será de pouco valor se as condições adequadas de atendimento não forem observadas em um plano de contingência para dengue. Por isso, uma parte deste material destina-se a instrumentalizar o profissional médico para que possa atuar em sua realidade, contribuindo para a organização do serviço no atendimento dos pacientes, seja emsituação de epidemia, orientando e estabelecendo o fluxo de pacientes, seja em períodos não epidêmicos, realizando o diagnóstico de forma racional e trabalhando articuladamente com a vigilância epidemiológica local. O conteúdo programático, desta forma, encontra-se distribuído em dois módulos: Dengue em adulto e Dengue em criança, com abordagem epidemiológica, diagnóstico e manejo clínico. Com eles, o presente material propõe a fornecer subsídios para capacitar profissionais médicos na atenção integral do paciente com dengue, sem perder a perspectiva das características epidemiológicas regionais e a realidade local.
Gerson Oliveira Penna
Secretário de Vigilância em Saúde
Dengue - Manual de Enfermagem Adulto e Criança
ISBN 978-85-334-1466-2
O Ministério da Saúde, por intermédio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), tem a satisfação de apresentar aos profissionais de enfermagem o manual “Dengue Manual de Enfermagem – Adulto e Criança” elaborado em parceria com técnicos das secretarias estaduais e municipais de saúde e profissionais dos conselhos regionais e federal da enfermagem. Esta publicação cumpre o papel de informar e atualizar os conhecimentos dos profissionais de enfermagem, visando à melhoria da qualidade da assistência integral prestada ao paciente com dengue. Assim, procura prevenir a ocorrência de formas graves e, conseqüentemente, reduzir a letalidade por dengue, o principal objetivo do Programa Nacional de Controle da Dengue.
A dengue representa uma das grandes preocupações do Ministério da Saúde, devido à quantidade de casos notificados todos os anos. Por abranger quase a totalidade do território nacional, há risco potencial de ocorrer novas epidemias associadas à circulação do sorotipo DEN-3 e a possibilidade da entrada do DEN-4, único sorotipo que ainda não teve disseminação no país. A publicação deste manual sistematiza as informações sobre os procedimentos de enfermagem para o atendimento aos pacientes com dengue, e concretiza mais uma iniciativa do Ministério da Saúde, que busca dotar o Sistema Único de Saúde (SUS) de respostas mais adequadas a esse grande desafio da saúde pública.
Por fim, espero que este manual possa auxiliar os profissionais de enfermagem no seu trabalho com os pacientes, na prevenção e na formação das equipes de saúde, assim como os gestores do SUS.
Gerson Penna
Secretário de Vigilância em Saúde
José Gomes Temporão
Ministro da Saúde
Caderno de Atenção Básica em Saúde
Para qualificar a atenção à saúde a partir do princípio da integralidade é fundamental que os processos de trabalho sejam organizados com vistas ao enfrentamento dos principais problemas de saúde-doença das comunidades e com ações de promoção e vigilância em saúde efetivamente incorporadas no cotidiano das equipes de Atenção Básica/Saúde da Família de todo este imenso Brasil.Este caderno é um dos frutos do Ministério da Saúde na busca da integração da Vigilância em Saúde com a Atenção Básica. Foi elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e pela Secretaria de Atenção à Saúde e reflete os preceitos do Pacto pela Saúde: o fortalecimento da Atenção Básica e da capacidade de respostas às doenças emergentes e às endemias, reforçando o compromisso em torno de ações que apresentam impacto sobre a situação de saúde da população brasileira.
Neste primeiro volume aborda-se a integração de ações relativas às seguintes doenças: dengue, esquistossomose, hanseníase, malária, tracoma e tuberculose. Recomendo, portanto, que este caderno seja incorporado ao conjunto de instrumentos e tecnologias voltados à educação permanente dos profissionais de saúde, fortalecendo as ações que buscam o controle dessas doenças e que promovam mais saúde para a nossa população.
Ministério da Saúde
Ficha de Dengue
Guia de Vigilância Epidemiológica
O Brasil vem acumulando importantes vitórias na área de vigilância epidemiológica, prevenção e controle de doenças, a exemplo da erradicação da poliomielite e eliminação do sarampo. Apesar dos desafi os ainda presentes, há no cenário mundial o reconhecimento de que nosso país situa-se entre os que têm avançado na consolidação das atividades essenciais de Saúde Pública, tendo inclusive, neste campo, contribuído com as experiências exitosas na Região das Américas. Certamente, a consciente participação dos profi ssionais de saúde tem representado papel vital para o alcance deste reconhecimento. Para tanto, um dos instrumentos tem sido a constante atualização dos conhecimentos que propiciam o avanço técnico das ações de vigilância e controle de doenças transmissíveis.
A presente publicação sintetiza grande parte deste conhecimento de forma clara para que as ações preconizadas pelo Sistema Único de Saúde nesta área sejam executadas pelos sistemas locais com efi ciência e efetividade, com vistas ao aperfeiçoamento contínuo do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde e cumpre uma das missões mais importantes da esfera federal de gestão do Sistema Único de Saúde: disponibilizar para toda a rede de serviços informações e procedimentos, à luz do atual estado da arte, com vistas à promoção e proteção da saúde coletiva, bem como à prevenção de doenças que colocam em risco indivíduos ou grupos populacionais.
Assim, tenho grande alegria em oferecer a todos os profi ssionais da rede de serviços do SUS a 6ª edição do Guia de Vigilância Epidemiológica produzido pelo Ministério da Saúde/Secretaria de Vigilância em Saúde.
Saraiva Felipe
Ministro de Estado da Saúde