Informações e Análises
Evolução da Mortalidade por Violência no Brasil e Regiões
Em 2004, um total de 127.470 óbitos por causas externas foram notificados pelo Sistema de Informação de Mortalidade (SIM)
Deste total, 107.032 (84%) mortes ocorreram entre a população masculina e 20.368 (16%) entre as mulheres.
A mortalidade por acidentes de transporte terrestre configura-se como a segunda causa de morte no conjunto das causas externas, representado 28% deste total, atrás somente das agressões.
 Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde - MS
Mortalidade por violências - O Acidente de Trânsito no Brasil
Entre 1991 e 2000, o número total de mortes por acidentes de trânsito no país passou de 28.364 para 29.421 o que representou um aumento de 3,7%, bem inferior ao populacional no país, que foi de 17,8% no mesmo período.
Pode-se observar que durante o período de 1992 a 1997, os valores apresentaram um aumento crescente. Porém, a partir de 1998, coincidentemente com a promulgação da nova Lei de Transito, até o ano 2000, os valores absolutos decresceram.
Vale destacar o caso da região Sudeste que em 1991 registrou 13.803 mortes por acidentes de trânsito, atingindo um valor máximo em 1996 (17.349 óbitos) e passando em 2000 a um total de 11.884, com um diminuição relativa no período 1991 a 2000 de 13,9%.
 Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde - MS
A partir de 2001 observa-se uma reversão da tendência de queda da mortalidade por acidentes de transporte terrestre. A mortalidade voltou a subir. Parece que o impacto do código de trânsito está passando. Foram 33.437 óbitos por acidente de transporte em 2003 e 35.460 em 2004.
Taxas padronizadas de óbitos por acidentes por transporte terrestre. Região e Brasil - 1996 a 2004.
 Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde - MS
Taxas padronizadas de óbitos por acidentes envolvendo veículos. Regiões e Brasil - 1996 a 2004.
 Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde - MS
Taxas padronizadas de óbitos por acidentes envolvendo motocicletas. Regiões e Brasil - 1996 a 2004.
 Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde - MS
Taxas padronizadas de óbitos por acidentes por transporte terrestre. Recife, Belo horizonte, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre - 1996 a 2004.
 Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde - MS
Cidades como Recife e Belo Horizonte que fazem parte do programa da SVS/MS de redução da morbimortalidade do acidente de trânsito mantiveram a redução da mortalidade entre 2001 e 2004.
Taxas padronizadas de óbitos por acidentes motocicleta. Recife, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre - 1996 a 2004
 Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde - MS
Belo Horizonte foi a única cidade que reduziu a mortalidade por acidente de motocicleta.
Mortalidade por violências - Os homicídios no Brasil
Nos anos oitenta os acidentes de trânsito representavam a principal causa de morte entre as causas externas.
Na década de noventa as agressões (homicídios) passaram a ser a primeira causa de morte entre as mortes violentas.
Entre 1980 e 2000 as agressões (homicídios) foram responsáveis por 584.457 mortes no país, deste total 401.090 óbitos ocorreram entre 1990 e 2000.
70% dos homicídios são causados por arma de fogo.
Na faixa etária de 15 a 49 anos de idade ocorreram 89% do total das agressões (homicídios).
O risco de morte dos homens por agressões (homicídios) foi significativamente maior que o risco das mulheres. Na faixa etária de 20 a 29 o risco de morte dos homens foi 15 vezes maior que o risco das mulheres.
Os homicídios são responsáveis por 38% dos óbitos por causa externa em 2004.
Taxa padronizada de homicídios no sexo masculino, segundo raça/cor e região, Brasil 2004
 Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde - MS
Os negros apresentaram um risco maior que os brancos de morrer por homicidio em todas as regioes.
A arma de fogo é a principal causa de morte na faixa etária de 15 a 29 anos.
Mata mais que qualquer doença.
Por outro lado, em 2004 foi observada uma queda na mortalidade por arma de fogo, pela primeira vez desde 1990.
Esta queda se confirmou no primeiro semestre de 2005.
Ocorreu variação negativa do óbito por arma de fogo em 18 estados em 2004.
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Faixa Etária
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| Principais causas de mortalidade, Brasil - 2003 |
10 a 14 |
15 a 19 |
20 a 24 |
25 a 29 |
| Armas de fogo |
475 8% |
6.637 34% |
9.710 35% |
6.884 26% |
| Outras causas externas |
1.218 21% |
4.440 23% |
6.117 22% |
5.391 20% |
| Acidentes de transporte |
986 17% |
2.888 15% |
4.613 16% |
3.896 15% |
| Doenças do Aparelho Circulatório |
315 5% |
657 3% |
1.035 4% |
1.546 6% |
| Doenças Infecciosas |
299 5% |
509 3% |
1.063 4% |
2.106 8% |
| Doenças do Aparelho Respiratório |
374 6% |
611 3% |
791 3% |
946 4% |
| Doenças do Sistema Nervoso |
409 7% |
530 3% |
444 2% |
410 2% |
| Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas |
109 2% |
159 1% |
222 1% |
383 1% |
| Neoplasias |
630 11% |
900 5% |
1.100 4% |
1.293 |
| Doenças do Aparelho Digestivo |
121 2% |
236 1% |
452 2% |
778
3%
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| Outras |
1.010 17% |
1.950 10% |
2.574 9% |
2.444
9%
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| Total de Óbitos |
5.946 |
19.517 |
28.121 |
26.695 |
Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde - MS
Tendência da mortalidade por arma de fogo - número de óbitos previstos e registrados
A mortalidade por arma de fogo cai em 2004 pela primeira vez desde 1990. As mortes observadas em 2004 e 2005 caíram abaixo do intervalo de confiança da estimativa.
 Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde - MS
Variação nos óbitos por arma de fogo no Brasil - 2004.
Em 2004, ocorreu variação negativa do óbito por arma de fogo em 18 estados comparado a 2003.
 Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde - MS
ANÁLISE INFERENCIAL Análise de Série Temporal mostrou que a Política de Desarmamento teve impacto significativo na queda da mortalidade por arma de fogo em 2004. Previsão por modelagem estatística para 2004: 41.682 óbitos
Total registrado: 36.091óbitos.
Diferença: 5.591 óbitos (15,4% no número de óbitos).
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