Quais são os tipos de deficiência e qual a sua incidência?
Uma pessoa pode apresentar deficiência física, auditiva, visual, mental ou intelectual, ou múltipla. A deficiência pode ser percebida já no nascimento de uma criança, ou pode ser adquirida ao longo da vida da pessoa, e pesquisas revelam que muitas dessas ocorrências poderiam ter sido evitadas ou amenizadas através de ações de proteção e prevenção.
O Censo populacional de 2000 (IBGE) identificou que, no Brasil, 24,5 milhões de pessoas (14,5% da população), têm algum tipo de deficiência, desde alguma dificuldade para andar, ouvir e enxergar, até as graves lesões incapacitantes. Foram detectados, nesse total de 24,5 milhões, 48% de pessoas com deficiência visual, 23% com deficiência motora, 17% com deficiência auditiva, 8% com deficiência intelectual e 4% com deficiência física. A metodologia adotada incluiu, na contagem, muitos idosos que apresentavam dificuldades para se locomover, ver ou ouvir. Ao se considerar apenas as pessoas com limitações mais severas (auto-percepção de incapacidade) o percentual encontrado foi de 2,5% do total da população, ou seja 4,3 milhões de pessoas.
Políticas públicas abrangentes e integradas podem interferir positivamente na prevenção ao aparecimento de incapacidades ou deficiências, através de ações nas cidades, em saneamento, no trânsito, segurança, saúde e educação. As principais causas de deficiência estão correlacionadas a eventos como transtornos congênitos e perinatais, doenças transmissíveis e crônicas, perturbações psiquiátricas, abusos de álcool e droga, desnutrição, traumas e lesões (violência, acidentes no trânsito, no trabalho e na moradia). A elas somam-se as conseqüências das mudanças do perfil epidemiológico e o aumento da esperança de vida no país, que amplia a necessidade de ações de prevenção voltadas ao diabetes, hipertensão arterial, doenças vasculares, quedas de pessoas idosas e traumas.
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