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Título Conteúdo  Diagnóstico Completo da Saúde do Homem

A principal causa de mortes dos homens (veja tabela) foram as Doenças Isquêmicas do Coração, entre elas o infarto agudo do miocárdio. Ao todo, 49.128 homens faleceram por esse motivo.

As doenças cerebrovasculares foram a segunda causa de morte para os homens, com 45.180 óbitos. Na sequência, estão os homicídios – 43.665. O padrão de ocorrência de mais mortes de homens do que de mulheres repete-se em todas as regiões.

Taxa padronizada de mortalidade (por 100 mil hab.) no sexo masculino, segundo
principais causas específicas, Brasil, 1980, 1985, 1990, 1995, 2000 e 2005

 

1980

1985

1990

1995

2000

2005

variação %

Doença isquêmica do coração

73,1

71,5

65,2

61,5

54,3

54,7

-25,2

Doença cerebrovascular

76,2

74,7

68,6

64,9

51,6

50,3

-34,0

Homicídios

23,4

29,3

41,7

44,1

48,6

47,2

101,4

Outras doenças cardíacas

59,4

53,3

48,9

48,6

35,9

34,2

-42,5

Acidentes de transporte

29,7

32,1

33,2

35,4

28,4

32,7

9,8

Pneumonia

31,8

29,1

29,1

28,8

23,4

23,4

-26,6

Outras violências

41,6

43,7

33,9

33,3

28,9

22,8

-45,3

Doenç crônica fígado/cirrose

15,7

15,8

15,4

16,7

19,1

19,5

24,1

Diabetes mellitus

9,6

10,4

12,2

14,7

17,8

19,5

103,6

Doença hipertensiva

14,1

14,0

12,4

12,6

13,2

17,6

24,9

Neopl traquéia, brônquios e pulmão

10,9

11,7

12,3

13,4

12,1

13,4

22,3

Neoplasia da próstata

5,9

6,1

6,9

8,9

9,0

11,4

95,1

Neoplasia do estômago

13,2

11,8

10,6

10,3

8,6

9,0

-31,5

Outras doenç aparel circulatório

13,3

9,9

9,4

9,1

8,0

8,1

-38,8

Doença por HIV

-

-

-

15,6

9,0

8,1

-48,1

Deficiências nutricionais

8,8

7,9

5,4

4,3

7,3

7,5

-14,5

Suicídios

5,3

5,5

5,5

7,3

6,4

7,4

39,0

Septicemia

4,8

5,9

6,1

6,8

6,5

7,1

46,6

Neoplasia do esôfago

5,6

5,1

5,0

5,2

5,0

5,6

0,4

Neoplasia do cólon,reto e ânus

3,6

3,3

3,5

4,1

4,3

5,4

50,6

Quedas acidentais

2,7

2,7

4,7

5,5

3,6

5,3

95,0

Tuberculose respiratória

8,9

5,8

5,2

5,6

4,3

3,4

-61,4

Neoplasia do pâncreas

2,4

2,4

2,6

2,8

2,7

3,2

31,6

Leucemia

2,9

2,9

2,7

2,8

2,9

3,2

11,4

Doença de chagas

8,2

7,0

5,9

4,8

3,6

3,2

-61,1

Doenças infecc. intestinais

27,8

16,7

11,4

7,8

3,8

3,2

-88,6

Neoplasia da laringe

2,9

2,9

2,7

3,1

2,6

3,1

7,3

Úlcera do estômago e do duodeno

3,7

3,1

2,9

2,9

2,2

2,1

-43,0

Hepatite por vírus

0,9

0,8

0,6

0,7

1,1

1,6

76,0

Febre reumát./doenç reumát coração

1,5

1,1

1,0

0,9

1,0

0,9

-41,4

Acidentes por fogo e chama

1,2

1,1

1,0

1,0

0,8

0,6

-51,3

Gripe

0,4

0,2

0,3

0,1

0,1

0,1

-63,8

Tétano

0,9

0,8

0,5

0,4

0,2

0,1

-87,7

Sarampo

2,0

0,7

0,3

0,0

0,0

0,0

-100,0

                             Fonte: SVS/MS


Homens vivem 7,6 anos menos que as mulheres

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, embora a expectativa de vida dos homens tenha aumentado de 63,20 para 68,92 anos de 1991 para 2007, ela ainda se mantém 7,6 anos abaixo da média das mulheres.

Esperança de vida ao nascer

Sexo

1991

2007

Ambos os sexos

67,00

72,57

Homens

63,20

38,82

Mulheres

70,90

76,44

               Fonte: IBGE

Mortes por uso do álcool concentram-se no sexo masculino

A publicação Saúde Brasil 2007 revela que o número de óbitos que tiveram causa básica as doenças plenamente relacionadas com álcool (como acidente de trânsito, quedas, afogamentos, etc.) entre 2000 e 2006 concentrou-se no sexo masculino. Dos 92.919 óbitos registrados, 82.834 (89,1%) foram de homens e 10.085 (10,9%) foram de mulheres.

Segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID, 2006), a prevalência de dependentes de álcool também é maior para o sexo masculino: 19,5% dos homens são dependentes de álcool, enquanto 6,9% das mulheres apresentam dependência.

Para cada seis pessoas do sexo masculino que faz uso de álcool, uma fica dependente. Entre as mulheres, está proporção é de um dependente a cada 10 usuários.

Óbitos com causa básica plenamente relacionada ao álcool e óbitos com causa básica e/ou associada plenamente relacionada ao álcool no Brasil, no período 2000-2006, segundo sexo

ANO

MASCULINO

FEMININO

Total de
óbitos

% de óbito com causa básica plenamente relacionada ao álcool

% de óbito com causa básica ou associada
Plenamente relacionada ao álcool

Total de
óbitos

% de óbito
com causa
básica
plenamente
relacionada
ao álcool

% de óbito
com causa
básica ou
associada
plenamente
relacionada
ao álcool

2000

552.127

1,9

3,0

393.606

0,3

0,5

2001

561.166

1,9

3,0

399.576

0,3

0,5

2002

571.402

2,0

3,1

410.737

0,3

0,5

2003

582.810

2,0

3,1

418.714

0,3

0,5

2004

593.750

2,1

3,3

429.625

0,3

0,6

2005

582.311

2,3

3,6

424.064

0,4

0,6

2006

576.380

2,3

3,6

425.663

0,4

0,6

Total

4.019.946

2,1

3,2

2.901.985

0,3

0,5

              Fonte: SIM/SVS/MS.

De acordo com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP, 2007), 52% dos brasileiros acima de 18 anos bebem, pelo menos, 1 vez ao ano. Destes, 65% são homens e 41% são mulheres. Do conjunto dos homens adultos, 11% bebem todos os dias e 28% consomem bebida alcoólica de 1 a 4 vezes por semana.

Primeiro Levantamento Nacional sobre Padrão de Consumo de Álcool na População Brasileira


Fonte: Primeiro Levantamento Nacional sobre Padrão de Consumo de Álcool na População Brasileira – UNIFESP/SENAD (2007)

Distribuição dos óbitos com causa básica plenamente relacionada ao uso de álcool no período 2000-2006, segundo Unidade da Federação e sexo

UF

Masculino

Feminino

 

N

%

N

%

AC

164

95,3

8

4,7

AL

898

89,9

101

10,1

AM

548

97,2

15

2,7

AP

68

93,2

5

6,8

BA

3.940

85,6

662

14,4

CE

4.087

91,1

394

8,8

DF

1.354

91,2

129

8,7

ES

1.952

85,2

338

14,8

GO

2.652

86,2

424

13,8

MA

1.090

89,9

122

10,1

MG

10.329

84,1

1.946

15,9

MS

1.116

88,6

143

11,4

MT

1.110

89,7

126

10,2

PA

685

92,1

58

7,8

PB

1.163

89,6

134

10,3

PE

5.199

90,3

557

9,7

PI

806

89,4

95

10,5

PR

6.407

88,7

819

11,3

RJ

5.554

89,7

636

10,3

RN

1.200

91,1

117

8,9

RO

251

94,0

15

5,6

RR

54

88,5

7

11,5

RS

6.277

90,5

660

9,5

SC

2.219

91,7

199

8,2

SE

1.132

89,1

139

10,9

SP

22.242

91,1

2.177

8,9

TO

337

85,1

59

14,9

Brasil

82.834

89,1

10.085

10,9

Fonte: SIM/SVS/MS.

Câncer de próstata está entre os mais frequentes

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de que 49.530 homens tenham câncer de próstata em 2009. Esse número representa 52,43 casos da doença a cada 100 mil homens. Assim o câncer de próstata está entre os mais frequentes, só superado pelo câncer de pele não-melanoma. Ainda de acordo com o Inca, a taxa de mortalidade por câncer de próstata passou de 6,31 para 13,93 de 1979 para 2006, um aumento de 120% (veja tabela abaixo).

Taxas de mortalidade por câncer de Próstata, brutas e ajustadas por idade, pelas populações mundial e brasileira, por 100.000 homens, Brasil, entre 1979 e 2006.
Incidência projetada para 2008 e 2009 dos tumores malignos

 Localização Primária da Neoplasia Maligna

Nº de casos

Pele Não Melanoma
Próstata
Traquéia, Brônquio e Pulmão
Estômago
Cólon e Reto
Cavidade Oral
Esôfago
Leucemias
Pele Melanoma


Fonte: INCA- Incidência do Câncer no Brasil, Estimativa 2008 e 2009

Outras localizações

55.890
49.530
17.810
14.080
12.490
10.380
7.900
5.220
2.950
55.610

Fonte: INCA- Incedência do Câncer no Brasil, Estimativa 2008 e 2009


Taxas de mortalidade por câncer de Próstata, brutas e ajustadas por idade, pelas populações mundial e brasileira, por 100.000 homens, Brasil, entre 1979 e 2006.


ANO

TAXA PADRÃO

ANO

TAXA PADRÃO

1979

6,31

1993

8,69

1980

6,63

1994

9,71

1981

6,93

1995

10,08

1982

6,71

1996

9,74

1983

6,9

1997

10,59

1984

7,01

1998

11,28

1985

6,98

1999

11,3

1986

6,97

2000

10,18

1987

7,13

2001

10,8

1988

7,36

2002

11,16

1989

7,62

2003

11,83

1990

7,82

2004

12,52

1991

7,87

2005

13,06

1992

7,97

2006

13,93

Fonte: Inca



Homens são 52,9% dos internados

Em 2006, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 7.685.155 de internações na faixa de 15 a 59 anos de idade. Excluídas as informações ignoradas, as causas por gravidez, parto e puerpério, o universo masculino representou 52,9% (2,7 milhões) das internações, nesse intervalo de idade. As diferentes manifestações de violência e os transtornos mentais foram as principais causas de internação masculina nessa faixa etária.

Ranking das causas de internação no SUS, na faixa etária de 15 a 59 anos, segundo sexo, Brasil 2006

Internação de 15 a 59 anos

Masculino

Feminino

Total

Causas externas de morbidade e mortalidade

408.441

133.083

541.524

Lesões – causas externas

398.638

124.851

523.489

Transtornos mentais e comportamentais

369.901

190.273

560.174

Doenças do aparelho digestivo

301.663

292.665

594.328

Doenças do aparelho circulatório

246.157

257.342

503.499

Doenças do aparelho respiratório

199.924

202.334

402.258

Algumas doenças parasitárias e infecciosas

183.772

178.544

362.316

Neoplasias (tumores)

119.430

252.669

372.099

Doenças do aparelho geniturinário

114.142

415.553

529.695

Doenças do sistema osteomuscular e tecido conjuntivo

103.244

71.598

174.842

Doenças do sistema nervoso

66.370

54.932

121.302

Contatos com serviços de saúde

54.109

72.506

126.615

Doenças da pele e do tecido subcutâneo

49.874

33.799

83.673

Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas

49.421

62.099

111.520

Sint sinais e achada norm de exames clínicos e laboratoriais

34.472

50.086

84.558

Doenças do olho e anexos

15.837

14.685

30.522

Doenças do sangue

13.334

22.863

36.197

Malformação congênita, deformidades e anomalias cromossômicas

11.198

13.530

24.728

Doenças do ouvido e da apófise mastóide

3.272

4.042

7.314

Algumas afecções originárias no período perinatal

164

776

940

Gravidez parto e puerpério

-

2.493.562

2.493.562

Total

2.743.363

4.941.792

7.685.155


82% das mortes por acidente de trânsito são de homens

No Brasil, os Acidentes de Transporte Terrestre (ATT) ocupam a segunda posição entre as mortes por causas externas, sendo ultrapassados apenas pelos homicídios. Com relação às mortes causadas pelo trânsito, o país apresentou, em 2006, valores em números absolutos muito elevados de óbitos por acidente de transporte terrestre. Foram 35.155 óbitos causados por ATT.

Esses óbitos foram concentrados no seguinte perfil: homens (82%), adultos jovens (de 20 a 59 anos), residentes nos municípios de pequeno porte populacional. O risco de morte é mais acentuado para atropelamentos, entre idosos; para ocupantes de veículos, no grupo de 20 a 59 anos; e para motociclistas, no grupo de 20 a 29 anos.

No que diz respeito às internações por acidente de transporte terrestre (ATT), os piores dados também estão entre os homens. Em 2006, foram realizadas 11.721.412 internações nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, sendo 822.412 (7%) por causas externas. Dessas, 123.100 (15%) foram devido a ATT. Dos pacientes hospitalizados por ATT, 94.400 (76,7%) eram homens e 28.700 (23,3%) eram mulheres. Esses eventos foram concentrados na região Sudeste e em municípios das regiões metropolitanas.

Peso recai sobre a mulher no planejamento familiar

Dados revelam que o peso continua recaindo sobre a mulher na hora de fazer o planejamento familiar. Em números totais, as brasileiras ainda realizam o dobro de cirurgias de esterilização em comparação aos brasileiros. Para se ter ideia, o número de laqueaduras saltou de 58.397 para 61.747 em todo o país no de 2007 para 2008.

No mesmo período, o número de vasectomias caiu de 37.245 para 34.617. Além disso, embora o Ministério da Saúde tenha aumentado no ano passado de R$ 28,00 para R$ 113,18 o valor pago para que as vasectomias fossem realizadas nos ambulatórios, 69,57% dos procedimentos, em média, ainda são realizados por meio da internação (veja quadro). No entanto, a internação deveria ser utilizada para casos mais graves. A vasectomia torna-se, assim, um procedimento secundário no Brasil, o que prejudica a política de planejamento familiar.

VASECTOMIAS

Ano

Ambulatorial

Internação

Total

2007

13.431

23.814

37.245

2008

8.434

26.183

34.617

Fonte: SUS/MS

Obesidade é mais presente entre as mulheres

Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde mostra que a obesidade aumentou nos brasileiros. Atualmente, 13% dos adultos são obesos, sendo o índice maior entre as mulheres (13,6%) do que entre os homens (12,4%). Em 2006, quando foi apresentada a primeira edição do estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (VIGITEL), 11,4% dos brasileiros eram obesos. Em 2007, esse índice subiu para 12,9% (tabela 1).

Variações no percentual de mulheres e homens expostos a fatores de risco

Variáveis

2006

2007

2008

 

%

%

%

Obesidade (mulheres)

11,5

12

13,6

Obesidade (homens)

11,3

13,7

12,4


Percentual de indivíduos com obesidade (IMC ≥ 30 kg/m2), por sexo, segundo idade e anos de escolaridade

Variáveis

Total

Masculino

Feminino

 

%

%

%

Idade (anos)

 

 

 

 

 

 

 

18 a 24

 4,2

 4,9

 3,5

25 a 34

11,9

11,9

11,8

35 a 44

15,0

15,9

14,1

45 a 54

19,3

18,0

20,5

55 a 64

19,9

15,8

23,7

65 e mais

16,5

11,2

20,5

 

 

 

 

Anos de escolaridade

 

 

 

 

 

 

 

 0 a 8

15,0

12,3

18,0

 9 a 11

10,6

11,8

 9,5

12 e mais

10,9

13,4

 8,5

Total

13,0

12,4

13,6

Fonte: Vigitel Brasil 2008.

Índice de fumantes é maior no sexo masculino

A tendência é de forte queda para o consumo de tabaco em todas as faixas etárias. Em 1989, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, 35% da população adulta no Brasil eram fumantes. De acordo com o Vigitel, em 2008, esse índice caiu para 15,2%, sendo maior no sexo masculino (19,1%) do que no sexo feminino (11,9%).

Tabela 1 - Percentual de adultos (≥ 18 anos) fumantes, por sexo, segundo as capitais dos estados brasileiros e Distrito Federal*. VIGITEL, 2008.

Capitais / DF

Total

Masculino

Feminino

 

%

%

%

Aracaju

11,9

16,6

 8,1

Belém

13,5

19,4

 8,4

Belo Horizonte

19,3

22,5

16,5

Boa Vista

17,4

23,5

11,4

Campo Grande

19,0

23,5

14,9

Cuiabá

13,6

16,8

10,7

Curitiba

18,2

21,3

15,4

Florianópolis

17,6

20,1

15,4

Fortaleza

11,8

17,3

 7,3

Goiânia

14,1

17,1

11,4

João Pessoa

12,2

19,2

 6,4

Macapá

16,0

24,7

 7,7

Maceió

   9,8

13,5

 6,7

Manaus

13,4

20,5

 6,8

Natal

12,5

14,8

10,6

Palmas

13,2

19,7

 6,6

Porto Alegre

19,5

21,8

17,5

Porto Velho

17,9

22,0

13,9

Recife

10,4

11,9

 9,3

Rio Branco

18,1

18,7

17,5

Rio de Janeiro

16,6

19,0

14,6

Salvador

10,0

12,5

 8,0

São Luís

10,1

17,0

 4,4

São Paulo

21,0

27,7

15,1

Teresina

12,6

18,1

   8,1

Vitória

13,1

14,0

12,3

Distrito Federal

15,8

17,4

14,3

* Percentual ponderado para ajustar a distribuição sócio-demográfica da amostra VIGITEL à distribuição da população adulta da cidade no Censo Demográfico de 2000 (ver Aspectos Metodológicos).
VIGITEL: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico.
IC95%: Intervalo de Confiança de 95%.

Sedentarismo é mais frequente em homens

De acordo com o estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (VIGITEL), os sedentários são 26,3% dos brasileiros, maior entre os homens (29,5%) do que entre as mulheres (23,5%). Na faixa a partir dos 65 anos de idade, ele ultrapassa os 50% (tabela).
Na pesquisa, a condição de sedentário foi atribuída àqueles que não praticaram qualquer atividade física nos últimos três meses; não realizavam esforço físico intenso no trabalho, não se deslocavam para o trabalho a pé ou de bicicleta; e não eram responsáveis pela limpeza pesada da casa. São os chamados “quatro domínios” da atividade física.

SEDENTARISMO
Percentual de indivíduos fisicamente inativos por sexo, segundo idade

Variáveis

Total

Masculino

Feminino

Idade (anos)

%

%

%

18 a 24

26,2

26,0

26,3

25 a 34

21,4

26,7

16,6

35 a 44

21,7

28,1

16,2

45 a 54

24,3

29,8

19,5

55 a 64

31,8

34,1

30,0

65 e mais

52,6

51,7

53,2


SEDENTARISMO
Percentual de indivíduos fisicamente inativos no conjunto da população

 

 

Sexo

Capitais / DF

Total

Masculino

Feminino

 

%

%

%

Aracaju

29,3

29,7

28,9

Belém

28,6

29,4

27,9

Belo Horizonte

28,4

33,8

23,8

Boa Vista

20,6

21,9

19,4

Campo Grande

23,9

27,0

21,1

Cuiabá

26,9

30,0

24,1

Curitiba

26,2

28,5

24,2

Florianópolis

27,3

30,2

24,7

Fortaleza

27,5

32,8

23,1

Goiânia

22,9

26,0

20,1

João Pessoa

31,1

32,3

30,1

Macapá

23,0

20,0

25,9

Maceió

30,2

33,9

27,2

Manaus

24,2

23,6

24,7

Natal

32,3

34,8

30,2

Palmas

18,7

20,4

16,9

Porto Alegre

27,1

30,1

24,6

Porto Velho

23,9

24,9

23,0

Recife

32,0

31,5

32,4

Rio Branco

27,2

35,0

20,0

Rio de Janeiro

26,2

29,0

23,9

Salvador

24,6

27,3

22,3

São Luís

29,0

29,7

28,4

São Paulo

25,6

29,5

22,2

Teresina

25,2

26,3

24,2

Vitória

29,1

32,1

26,6

Distrito Federal

24,4

27,2

21,8

Fonte: Vigitel Brasil 2008.

Segundo o estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (VIGITEL), 20,3% dos homens declararam ter hipertensão arterial diagnosticada por médico. Entre as mulheres, esse índice foi de 25,5%. O levantamento ouviu 21.435 homens e 32.918 mulheres.

O VIGITEL mostrou também que 5,2% dos entrevistados declararam ter diagnóstico médico prévio de diabetes. Assim como na hipertensão arterial, as mulheres procuram mais pelo diagnóstico do que os homens. Enquanto 4,6% das pessoas do sexo masculino afirmam ter o diagnóstico da doença, entre as mulheres o percentual foi de 5,6%.

HIPERTENSÃO ARTERIAL

Percentual de pessoas que declararam ter hipertensão arterial diagnosticada por médico – média brasileira e por sexo.

 

2006

2007

2008

Masculino

18,4

20,3

20,3

Feminino

24,4

25,1

25,5

Brasil

21,6

22,9

23,1


Dados por capital e sexo - hipertensão arterial diagnosticada por médico.

Capitais / DF

Total

Masculino

Feminino

 

%

%

%

Aracaju

22,0

17,0

26,2

Belém

17,2

16,4

18,0

Belo Horizonte

24,5

20,1

28,2

Boa Vista

18,9

18,8

18,9

Campo Grande

24,4

23,9

24,8

Cuiabá

22,2

19,3

24,8

Curitiba

21,2

17,4

24,6

Florianópolis

21,7

19,6

23,6

Fortaleza

20,6

18,5

22,3

Goiânia

18,9

18,4

19,4

João Pessoa

24,2

22,5

25,7

Macapá

17,4

12,7

21,8

Maceió

21,6

19,5

23,5

Manaus

16,4

13,1

19,4

Natal

24,6

20,7

27,8

Palmas

14,8

15,5

14,2

Porto Alegre

26,2

22,3

29,3

Porto Velho

19,6

17,4

21,7

Recife

26,5

21,4

30,6

Rio Branco

22,4

17,8

26,6

Rio de Janeiro

29,6

23,4

34,7

Salvador

23,7

21,2

25,7

São Luís

16,6

12,5

19,9

São Paulo

26,3

25,1

27,4

Teresina

19,8

16,7

22,4

Vitória

23,4

23,0

23,8

Distrito Federal

20,4

19,1

21,6


DIABETES

Percentual de pessoas que declararam ter diagnóstico médico de diabetes,
por sexo, de acordo com a capital e Distrito Federal.

Capitais / DF

Total

Masculino

Feminino

 

%

%

%

Aracaju

5,8

4,9

6,5

Belém

3,8

3,8

3,8

Belo Horizonte

5,0

4,4

5,6

Boa Vista

3,3

2,5

4,2

Campo Grande

6,1

4,9

7,1

Cuiabá

4,1

4,1

4,0

Curitiba

4,4

4,6

4,3

Florianópolis

4,6

3,7

5,4

Fortaleza

5,3

4,6

5,8

Goiânia

3,6

3,7

3,6

João Pessoa

5,3

4,6

5,9

Macapá

4,2

4,7

3,7

Maceió

5,0

4,7

5,2

Manaus

4,3

5,4

3,3

Natal

6,7

6,6

6,8

Palmas

2,4

2,4

2,5

Porto Alegre

6,4

6,8

6,1

Porto Velho

4,7

3,9

5,5

Recife

5,2

5,0

5,4

Rio Branco

4,4

4,1

4,7

Rio de Janeiro

6,7

5,1

8,0

Salvador

4,7

4,3

5,1

São Luís

3,2

2,5

3,7

São Paulo

6,5

5,9

7,1

Teresina

4,8

4,2

5,3

Vitória

4,3

3,9

4,7

Distrito Federal

4,4

4,5

4,3


DST atinge 10,3 milhões de brasileiros
Cerca de 10 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de doenças sexualmente transmissíveis – 6,6 milhões de homens e 3,7 milhões de mulheres. O mais grave é que 18% deles e 11,4% delas não procuraram nenhum tipo de tratamento. Os problemas causados pelas DST podem aumentar em 18 vezes o risco de infecção pelo HIV, que é uma doença ainda sem cura. Os dados inéditos fazem parte da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade (PCAP – DST, 2008).

Dados completos em: http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMISE77B47C8ITEMID28B732FCC66A405DB0EC2B5196749B27PTBRIE.htm

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