Título Conteúdo  Capacitação em maternidades

MS capacitará 52 médicos e enfermeiros de maternidades prioritárias no Nordeste e Amazônia Legal

O Ministério da Saúde iniciou a terceira etapa do Plano de Qualificação da Atenção em Maternidades e Rede Perinatal no Nordeste e Amazônia Legal. Até o fim de maio, 52 profissionais – um médico e um enfermeiro - de cada um dos 26 hospitais selecionados nas duas regiões – passarão por estágios de qualificação em três instituições parceiras consideradas referência em assistência obstétrica e neonatal: Instituto Fernando Figueira (Fiocruz) do Rio de Janeiro (RJ); Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira de Recife – IMIP (PE); e Hospital Universitário de Ribeirão Preto (SP).


A capacitação, orientada pela Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), faz parte do compromisso do Ministério de reduzir ao menos 5% ao ano a mortalidade infantil nas regiões mais vulneráveis – 17 estados do Nordeste e Amazônia Legal. Neles, foram identificados 256 municípios onde residem as famílias de 50% ou mais das crianças que morrem no primeiro ano de vida, e 60 municípios onde essas mortes ocorrem com mais frequência.

A intenção é fazer com que os profissionais que prestam assistência a recém-nascidos nessas regiões troquem experiências com profissionais das instituições parceiras e passem por situações que os façam refletir e programar mudanças nas suas maternidades, qualificando a assistência prestada. Para essa etapa de qualificação serão investidos R$ 124 mil dos R$ 2,5 milhões previstos no orçamento global do Plano.

 
Primeiros estágios
Médicos e enfermeiros do Pará e Amapá formaram o primeiro dos oito grupos que concluirão o estágio até o fim de maio. Entre 15 e 19 de março, vivenciaram a rotina do departamento de pediatria do Hospital Universitário de Ribeirão Preto. Segundo o coordenador da UTI Neonatal do hospital, Francisco Martinez, a diferença mais significativa percebida pelos visitantes em relação às suas maternidades de origem foi a integração de médicos e enfermeiros no atendimento aos pacientes. “Foi possível perceber que divisões mais democráticas das tarefas tornam o atendimento mais harmônico e bem direcionado”, contou o pediatra, ressaltando que a experiência do estágio trouxe novas reflexões e benefícios mútuos.

 
A experiência também foi válida para a médica Maria de Fátima da Cruz, da Santa Casa de Misericórdia de Belém. Ela ficou impressionada com a organização do Hospital Universitário de Ribeirão Preto e o empenho dos profissionais. “Podemos trabalhar esse estímulo na Santa Casa de Belém, mas terá de ser um trabalho conjunto com a administração e todos os funcionários do hospital”, disse.

Antes do início do estágio, os profissionais das maternidades enviaram ao Ministério da Saúde um diagnóstico situacional das condições da unidade neonatal em que trabalham. Cerca de 60 a 90 dias após a capacitação, as unidades cujos profissionais receberam qualificação serão visitadas por dois profissionais da maternidade parceira para acompanhar os avanços e o enfrentamento dos principais desafios diagnosticados.

Espera-se que este intercâmbio seja gerador de mudanças tanto nas 26 maternidades do Nordeste e Amazônia Legal, como nas maternidades parceiras. Futuramente, os 26 hospitais selecionados funcionarão como polos estaduais de atenção qualificada à mulher e ao recém-nascido, servindo de modelo para as demais maternidades do estado.

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